quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Big Brother Brasil: Desabafo.



Começou novamente dia dez o Reality Show mais famoso do Brasil, o Big Brother Brasil. Um programa que conta com participantes esbeltos, sarados, bem empregados e cheios de carisma. Como qualquer programa de tv, existem pessoas que não perdem um só dia e aquelas que resolvem puxar a tomada da tv para evitar desgosto. Produzido pela Endemol e exibido pela Rede Globo de Televisão, o BBB está na sua 12º temporada, o programa tem duração média entre três e quatro meses e no seu final é escolhido através de votos o "novo milionário do Brasil".
Bem, o problema do BBB é o empobrecimento da cultura e a alienação das massas, um problema tão comum no Brasil. Milhões de brasileiros sentam-se em frente aos seus aparelhos de tv para se distrair vendo o "programinha". A Rede Globo fatura milhões com as inúmeras ligações, sms e até mesmo assinaturas pay-per-view para o acompanhamento do mesmo, acreditando em um programa no qual tudo é uma farsa. Não se veem mais empregadas domésticas no BBB, desempregados, pobres de verdade. Apenas pessoas de bem com a vida, bonitas, malhadas, que falam um bom português, baladeiras e afins. Elas entraram por acaso? Óbvio que não. Em uma das edições o próprio "brother" Diego Alemão afirma ter sido convidado para participar da casa: 



Do mesmo jeito que ele foi convidado, a Globo manipula todo o sistema do Reality Show, escolhendo os vencedores ela mesma. Muitas falcatruas rolam por detrás das câmeras, enquanto o povo brasileiro é facilmente manipulado. Ao invés de exibirem programas deste tipo, que empobrecem a mente e não acrescentam nem um pouco de cultura ou conhecimento na vida das pessoas, a Rede Globo deveria investir em programas educativos nos quais ela já exibe, porém, em um horário quase inacessível para todos  (cinco, seis horas da manhã). Todos não deveriam dar ibope a este tipo de programa que apenas atrofia as mentes para o conhecimento, é tudo uma grande farsa. A melhor saída é desligar a tv e ler um livro!
EU DIGO NÃO AO BBB!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Propagação ilusória.

"Have I found you? Flightless bird, jealous, weeping...

A música na rádio colore minhas memórias, me transporta para os dias de outono que você estava aqui, dançando lentamente no meio da sala, afagando meus cabelos e reluzindo seu sorriso pelo ar, o céu desbotado recobria nosso momento com pequenos pontos estelares que desabavam sobre nossas cabeças e cobriam o chão de mistério. Quando eu ainda podia enxergar todas as cores nos seus olhos, respirar o seu ar e esquentar minha cabeça no seu peito, quando todos os minutos eram incabíveis no espaço de um dia. Agora eu desespero meus dedos entre suas cartas, me agarro insistentemente as suas recordações, me prendo aos seus cheiros, passo horas pensando em como tudo foi bom, tão bom que esqueci que haveria um final. Ainda posso sentir sua presença nesta sala vazia, entre os escombros das minhas memórias, posso sentir você me observar silenciosamente e rir baixinho, posso ouvir sua voz sussurrar pelos cantos deste lugar. Sinto você, vejo você. Porém vem a brisa me lembrar que é apenas uma propagação ilusória da minha saudade.

...Or lost you? American mouth, big bill looming."

Livro da semana: As Boas Mulheres da China: Vozes Ocultas.


Um dos livros mais tocantes que já li. Escrito pela Jornalista chinesa Xinran Xue entre 1989 e 1997, este livro conta a vida e o sofrimento das mulheres chinesas de diferentes classes sociais que enviavam cartas anônimas para o seu programa de rádio "Palavras na brisa noturna" ou até mesmo algumas histórias pessoais da autora que preservou a identidade de todas mulheres mudando seus nomes. Neste livro podemos perceber o atraso político e cultural na China comunista, analisamos como as mulheres eram rebaixadas e vistas como inúteis e descartáveis em meio a sociedade. Seu livro foi rejeitado pela censura do partido por revelar aspectos que até então a população ainda não conhecia, portanto Xinran teve que se mudar para Londres para poder publicá-lo. Um livro que com certeza emociona, choca e nos envolve com suas histórias. Valeu a pena ter lido. Recomendo uma boa leitura para vocês. Segue um trecho:
"A minha sala ficava no décimo sexto dos vinte e um andares daquele prédio moderno e severo. Eu preferia subir a escada a arriscar-me a usar o elevador, que não merecia confiança e quebrava freqüentemente. Quando cheguei à minha mesa, percebi que tinha deixado a chave da bicicleta no cadeado. Com pena de mim, um colega se ofereceu para telefonar para o porteiro. Isso não era muito fácil porque, na época, nenhum funcionário de baixo escalão tinha telefone e o meu colega teria que ir à sala do chefe da seção para fazer o telefonema. No final alguém me trouxe a chave, junto com a minha correspondência. Em meio à grande pilha de cartas, uma me chamou a atenção imediatamente: o envelope tinha sido feito com a capa de um livro e havia uma pena de galinha grudada nele. Segundo uma tradição chinesa, uma pena de galinha é sinal de pedido de socorro urgente."
Onde encontrar:

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nota.

Peço desculpas por não postar muito nas últimas semanas, é que estive muito ocupada com todas as festividades de fim de ano e aproveitando minhas férias com meu namorado que veio passar um tempo comigo. Minha cabeça está cheia de ideias e brevemente eu voltarei a publicá-las. Um feliz 2012 atrasado para todos e obrigada! :D


Ainda há um pouco de seu gosto em minha boca. <3
Nunca se esqueça nenhum segundo, que eu tenho o amor maior do mundo. Como é grande o meu amor por você.


Para você, B.

Ausência.

Ficou um espaço, um vazio, uma lacuna, um território abandonado. Posso ouvir sua voz ecoando pelos cômodos desta casa, sorrindo pelas paredes, acariciando meus ouvidos. Seus passos lentos raspando pelo piso, fazendo meu corpo esperar pelo calor do seu. O seu cheiro ficou preso nas cobertas, nos colchões, na minha pele. O seu gosto ainda passa pela minha boca, ainda está preso lá. A nossa música preferida tocando na rádio. Cada pedaço meu se desfaz longe de você, como se você estivesse ido trabalhar e a noite voltasse, eu me arrumo e te espero ansiosamente, mas eu sei que você não virá, eu não sei quando você virá novamente.
Os seus detalhes espalhados pelo chão do meu quarto, as lembranças correndo desordenadamente pela minha cabeça, a vontade incessável de sentir sua presença. O você que não está mais aqui, o fantasma que eu criei para sobreviver. O tempo parou desde que você partiu, os ponteiros congelaram e eu não posso mais ouvir o correr das estações, ver o som do tempo. Saudades de você, saudades do que eu fui com você, saudades de nós.