domingo, 30 de outubro de 2011

June.



Soleil

Paris, 20 de Março de 1965.

Eu sinto sua falta, Sophie. Eu sinto falta de seus olhos ansiosos brilhando para mim, com uma cor tão própria que não ouso desvendar. Como eu queria sentir seus braços ao meu redor novamente, ouvir o som da sua voz e o meu sorriso preferido, aquele que você dá olhando de lado... Os dias já não são fáceis, desde que eu te disse adeus. Naquele tempo eu não percebia o quanto você era importante em minha vida, o quanto você significava vida pra mim, eu era apenas um garoto. Agora não sei mais onde você está. Talvez esteja feliz, triste, solitária em um desses assentos de avião, talvez pense em mim o tanto quanto penso em você. Eu daria tudo para dizer uma única vez que você é o que eu mais amo no mundo, que a minha vida não é nada sem a sua para completá-la, sou apenas uma metade vazia.
O que eu tinha de mais precioso no mundo era você, e agora eu te perdi. A melhor coisa que existia em minha vida era você, e eu nunca admitia isso, pois tinha medo de amar. Quebrei minhas promessas, fui um egoísta infantil. Apenas por um segundo eu queria retirar você de mim, porém eu não consigo. O seu fantasma me mantém vivo, é por ele que eu saio mundo afora em busca do inesperado. Quantas vezes eu tentei te substituir, é tão vão, você foi a melhor, eu nunca acharei alguém para ocupar seu lugar, por isso desistir de tentar. Preciso de ti em minha vida. É você, e sempre será, Sophie. 
Lembra-se daquele outono  em Lyon? Quando a banda tocava nossa música, e eu te segurei para nunca mais soltar, quando dançamos durante toda a noite. Você era a garota mais linda daquela festa, mesmo com sapatos velhos e vestidos emprestados, você era maravilhosa com sua voz sussurrando entre os espaços do meu corpo  - "Soleil je t'aime et pour toujours. Tu es fidèle mais l'amour n'est pas souvent comme toi. Pourquoi?”
De tanto amor que recebi de ti, me desfiz de todos seus agrados. Você sempre estivera ali, imóvel, de braços abertos para mim, com seu sorriso no rosto, mãos macias e cabelos desalinhados. Todo amor do mundo era meu. De tanto medo de te perder, eu te perdi, não quis te fazer infeliz. Eu te tornei infeliz.
Talvez você nunca receba esta carta, talvez receba e guarde, ou se desfaça. Eu entendo você, não merece minhas palavras novamente. Mas por favor, se acaso algum dia sentir desejo de encontra-las, pense em mim, e no quanto eu te amo! Eu sempre te amarei. Te peço perdão mil vezes, eu não vivo sem você. Estarei eternamente te esperando...


Para sempre seu,
Bernard.

sábado, 29 de outubro de 2011

Déjà vu

Nenhuma verdade me machuca, nenhum motivo me corrói, até se eu ficar só na vontade, já não dói. Nenhuma doutrina me convence, nenhuma resposta me satisfaz, nem mesmo o tédio me surpreende mais. Mas eu sinto que eu tô viva a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo. Nenhum sofrimento me comove, nenhum programa me distrai. Eu ouvi promessas e isso não me atrai e não há razão que me governe, nenhuma lei prá me guiar. Eu tô exatamente aonde eu queria estar. Mas eu sinto que eu tô viva a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo... A minha alma nem me lembro mais em que esquina se perdeu ou em que mundo se enfiou.

Pitty

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Who can see it.


My love belongs to who can see it.

George Harrison. 
Quem inventou o amor, me explica por favor?
Legião Urbana. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Milhas de Solidão.

Como sufoco, me dou ao desespero dos loucos e me esmoreço aos poucos. Como metade de uma vida não vivida, meu tempo perdido retratado na cantiga.
A felicidade passou, eu sinto falta dos raios de sol. O mundo parou ou eu esqueci de andar? Não há muitas razões para amar, quando amanhã o sonho romperá.
Não posso mais me sentir vivo. Vivo faz-se quem viveu, quem morreu faz-se vencido. Como magníficas nuvens no céu, puras como papel, esqueci de vê-las ontem.
Procurando inúmeras razões para ser infeliz, correndo pelas ruas, sorrisos e escárnio não fora tudo que sempre quis? Destruindo corações, repetindo canções com a dor das manhãs.
Salvando os loucos de sua insanidade, sofrendo de um mal cruel: O sufoco da tristeza, amorteceu teu coração. Agora o que tu és? Breves linhas de um poema, como letras de canções misturadas com minhas memórias. Como ocorrem mudanças. Ontem tu quisera ser mais, hoje a vida sussurra entre os dedos e escapa.
Em meu coração amedrontado faço-te destas palavras uma história inexata. De tudo que tu quis, diluiu e fez-se nada.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Para guardar.

Poesias baratas, escritas em qualquer esquina, em qualquer mesa de bar.
Poesias baratas, escritas por sentimentos vis, por mentes estagnadas. Poesias baratas, escritas quando penso em você, escritas em horas como essa.
Poesias baratas, quando penso na vida, presente, passado e futuro se unem formando o que sou.
Poesias baratas, quando as jogo por aí, esperando ser identificadas, para aprender quem nós somos, sugar nossos sentimentos e sondar nossas mentes.
Estas poesias baratas que nos ensinam mentiras sobre a vida, nos falam sobre amor e esperança, nos criam ilusões. São aquelas mal escritas e rasuradas, esperando por desesperados e loucos, esperando por amor - esperando por nós.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Beat.

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam." (Jack Kerouac)

Dúvidas clássicas.


Sempre tem gente pra chamar de nós, sejam milhares, centenas ou dois. Ficam no tempo os torneios da voz não foi só ontem, é hoje e depois. São momentos lá dentro de nós, são outros ventos que vêm do pulmão e ganham cores na altura da voz e os que viverem verão.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O paraíso ao meu lado.

As palavras não tem direção, elas são cuspidas por meus pensamentos e reorganizadas no papel. Não há alguma intenção quando as escrevo, a mente se enche e esvazia todas elas criando uma ideia utópica, não sei para onde estou indo; apenas sei que quando terminar, tudo que está aqui fará algum tipo de sentido. Toca todas as almas, toda todos os sentidos, talvez meu coração.

Terminações iniciadas.

Que fosse eterno e momentâneo, doce e salgado, apaixonante e odioso, piegas e ranzinza, fantástico e comum, sensual e desarrumado, meticuloso e desatento, fiel e traiçoeiro, sábio e irracional, simples e complexo, rápido e demorado. Que fosse todos os paradoxos cabíveis numa linha, que fosse todos os sentimentos inexplicáveis recobertos por nós. Somos como eles, nos anulamos todo o tempo. Somos baseados em oximoros intermináveis, incabíveis e completos.

Sem desculpas.


Está tudo bem e então chega uma hora que não tenho paciência para procurar por paz de espírito.  Me acalmando, quero pegar leve não mais se esconder ou disfarçar as verdades que eu vendi. Todo dia algo me torna mais frio, me encontro sentado sozinho, sem desculpas que eu saiba. Tudo bem tive um dia ruim, mãos estão roxas de quebrar pedras o dia todo. Cansado e triste eu sangro por você. Você acha isso engraçado, bem, você está afogando nisso também. Todo dia algo me torna mais frio, me encontro sentado sozinho, sem desculpas que eu saiba.  Sim, esta tudo bem andaremos na linha, deixaremos nossa chuva. Uma troca fria por um brilho de sol. Você, meu amigo, eu irei defender e se mudarmos, bem, te amarei mesmo assim. 

Eu gostaria de voar.


Dentro de um buraco e eu não sei se eu posso ser salvo
Veja meu coração, eu o decorei como um túmulo
Você não entende quem eles
Achavam que eu deveria ser
Olhe para mim agora, um homem
Que não se deixará ser

Dentro de um buraco, me sentindo tão pequeno
Dentro de um buraco, perdendo minha alma
Eu gostaria de voar
Mas minhas asas tem sido tão negadas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Love is free.



Perguntaram a John Lennon:
- Por que você não pode ficar sozinho, sem a Yoko?
ele respondeu:
- Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo na música, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.

Nada passageiro chega perto da sensação de poder amar e ser amado.

domingo, 2 de outubro de 2011

Imagine.


Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace

You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one.

sábado, 1 de outubro de 2011

O mundo anda tão complicado.



Quero ouvir uma canção de amor que fale da minha situação de quem deixou a segurança de seu mundo por amor.

Playlist.

The Beatles - Abbey Road (1969)
JET - Shaka Rock (2009)
Led Zeppelin - III (1970)

Vida louca vida.

"Tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice. Desta eterna falta do que falar."
(Lobão)
She keeps it pumpin' straight to my heart .

"Talvez as luzes de Outubro iluminem seu coração."

Canção de amor.


Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir como se eu estivesse em casa novamente
Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir como se eu estivesse inteiro novamente

Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir como se eu fosse jovem novamente
Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir como se eu fosse divertido novamente

Independentemente da distância
Eu sempre vou te amar
Independentemente do tempo que eu permanecer
Eu sempre vou te amar
Quaisquer que sejam as palavras que eu disser
Eu sempre vou te amar
Eu sempre vou te amar

Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir como se eu fosse livre novamente
Sempre que estou sozinho com você
Você me faz sentir como se eu estivesse limpo novamente

Independentemente da distância
Eu sempre vou te amar
Independentemente do tempo que eu permanecer
Eu sempre vou te amar
Quaisquer que sejam as palavras que eu disser
Eu sempre vou te amar
Eu sempre vou te amar.


Para você. <3