domingo, 22 de novembro de 2009
Perdi os objetos pelo caminho.
A cada passo era uma certeza, cada passo era uma conquista e principalmente uma alegria, mas tudo mudou, todas as palavras saem mudas aprisionadas no silêncio – mas não fui eu quem as colocou lá. Não pude evitar, não consegui lutar, não foi uma escolha minha; As minhas mãos estavam atadas. Agora tudo é uma mancha, tudo é uma mancha desbotada indicando falta, falta de cor, falta de brilho... falta de alegria e de tantas “faltas” a que mais machuca, é a sua falta. De tudo que nós eramos, para o que nós somos. Todos os planos que eu fiz pra você, tudo que eu queria te dizer... e não disse. Me sinto como um nada, um parágrafo de um texto não escrito e você era o tudo para mim. É como se eu esperasse por algo que não vem, como uma criança espera pelo papai noel no natal, ou pelo coelho da páscoa; Eles não existem. Porém, você existe, e eu continuo aqui a esperar mesmo que demore, os dias difíceis sempre estão por vir e quando você estiver aqui eu não poderei mais lembrar de todo sofrimento que eu passei sem você, de tudo que aconteceu quando não eramos nós. Não sei o que se passa na sua cabeça, não sei o que acontece com seu coração, não sei como vai a sua vida. Eu te amo, eu sempre te amei e continuarei te amando – todo o tempo. Estou aqui te esperando, e você? Onde está?
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