Como sufoco, me dou ao desespero dos loucos e me esmoreço aos poucos. Como metade de uma vida não vivida, meu tempo perdido retratado na cantiga.
A felicidade passou, eu sinto falta dos raios de sol. O mundo parou ou eu esqueci de andar? Não há muitas razões para amar, quando amanhã o sonho romperá.
Não posso mais me sentir vivo. Vivo faz-se quem viveu, quem morreu faz-se vencido. Como magníficas nuvens no céu, puras como papel, esqueci de vê-las ontem.
Procurando inúmeras razões para ser infeliz, correndo pelas ruas, sorrisos e escárnio não fora tudo que sempre quis? Destruindo corações, repetindo canções com a dor das manhãs.
Salvando os loucos de sua insanidade, sofrendo de um mal cruel: O sufoco da tristeza, amorteceu teu coração. Agora o que tu és? Breves linhas de um poema, como letras de canções misturadas com minhas memórias. Como ocorrem mudanças. Ontem tu quisera ser mais, hoje a vida sussurra entre os dedos e escapa.
Em meu coração amedrontado faço-te destas palavras uma história inexata. De tudo que tu quis, diluiu e fez-se nada.
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